quinta-feira, 26 de junho de 2008

Viagem pela Argentina

Há alguns dias tive de fazer uma viagem pela Argentina, para ir rapidamente até a Foz do Iguaçu.
Quando chequei em Porto Mauá, do lado brasileiro, já providenciei o carta verde, que é exigido naquele País vizinho. É um seguro contra terceiros no valor de duzentos mil pesos. Naquele dia a cotação estava R$ 0,58 o peso.
Quem tem seguro - por exemplo - ouro do bb que tem cobertura no mercosul deverá levar junto o manual que contém a apólice inseridae levar o cartão.
Daí, já do outro lado o Gendarme Argentino (Federal) estava sinalizando para passarem...
Mas era para passar a frente e fazer uma fila dupla para as providencias de praxe, pois estávamos entrando em outro País. Eu seguí adiante sem parar. E fui alançado por outro brasileiro que faria o mesmo trajeto quinze quilômetros adiante. Fez-me parar e alertou-me que eu deveria voltar urgentemente pois não fiz a declaração de entrada no País. A qual deverá ser entregue no local de destino.
Voltei, desci do carro pedindo muitas desculpas, que era coisa de velho, etc. Fui perdoado e brindado com um mapa novo, com um novo trajeto e toda uma gama de orientação por parte dos aduaneiros argentinos. Restou-me cumprimentá-los com um vigoroso aperto de mão e agradecimentos, pois além de mim viajavam a minha Sogra, minha mulher Solange e uma cunhada.
Estradas ótimas - sem nenhum buraco - sinalização impecável, orientação para todos os lugares e indicações turísticas de boa qualidade.
Conclusão: viaje sem medo pela Argentina, faça suas compras, divirta-se, faça tudo o que goste
mas dentro dos ditames da Lei dos nossos vizinhos. junho de 2008.

Vênus

Numa noite quente de fevereiro, estava eu escutando um famoso cantor folklorista argentino, Jorge Kafrune, "em sua música: anocheciendo zambas" - ele também tem gravações com sua filha Yamila. Lindo demais. Não dá vontade de parar de escutar, a cada nova interpretação somos levados pelo vento às lonjuras dos nossos pensamentos.

Vênus
Longe daqui sonhar era preciso!
Há tempos não acontecia
Surgiu então de repente
Um encanto, uma perfeição elaborada
Pela natureza.
Divina!
O escultor certamente não saberia o que
Fazer; nada mais haveria de ser feito,
Pois já estava maravilhosamente
Completa
A não ser seu enrubscimento.
O escultor não foi chamado,
Procurava um pintor que a retratasse
Assim como veio ao mundo, madura!
Logo fez contrato com o Mestre Pintor que
Recém ensaiava as misturas de belos matizes
Para, então, com seus pincéis traçar os
Primeiros planos.
E, com especial candura despiu-se delicadamente
Para ser usada pelo Mestre.
Soltou as alças de suas vestes com vagar.
Nada mais havia encobrindo sua pele.
Os beija-flores queriam também abeberarem-se
Do nectar provindo dos seus mamilos.
Logo um coração emplumado
Com fina e delicada textura
Mostrou-se também.
Nada na verdade precisava ser retratado
A perfeição demonstrou sua existência.
...........

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