SOLAR

Que ar dolorido pressentíamos no Solar,
na sua branca peça alta e solitária.

Transeunte apressado
após regressar ao norte, recordava agudamente
o casarão das noites de inverno, tão distante no sul,
na constante e antiga saudade do sul,
calmo e profundo o passado aqui se impõe.
Quem somos nós então?
Que idade e consciência da nossa terra e história gaúcha?
Os cavalos da madrugada estão voltando.

A vastidão da campanha nunca nos abandonou e, nela,
o coração não vivia despedaçado.

Ah! Mansos animais pastando eternidade!

Doces pássaros dos pagos, sangas, picadas, vaqueanos, rodeios
e o grato cansaço de voltar as "casas",
quando entardecia ternamente.

Luís Carlos de Arapey, 1983.

Esta relíquia foi escrita por um grande amigo e acho que, como todo
poeta, naquele momento precioso estava harmonizado com a memória
universal, pois é assim que os grandes poetas escrevem.

anatolio pereverzieff

Comentários

Grande Anatólio: esta poema eu tenho afixado na parede de meu quarto. Espero que tudo esteja bem contigo e os teus. Muita saúde e Felicidades.
Juarez
Todo comentário que vier de vossa pessoa certamente é um "imprimatur" da melhor qualidade! Obrigado.

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