terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Agressões Injustificadas

Triste e lamentável. Também agredí algures! Que pena. Inconseqüencia juvenil!?
Hoje diante da agressão ao Político Berlusconi deparamo-nos com uma cena deveras dantesca.
Que fosse qualquer motivo, hoje com os novos direitos e interpretações do modo de vida da sociedade tal ato injustifica-se de qualquer modo.
Fácil depois do ocorrido alegar-se um distúrbio qualquer. Aceitamos e ficamos quietos. Muitos estarrecidos!
Estamos vivendo uma época em que a irracionalidade beira o caos. Menosprezo pelos semelhantes,
numa roda- viva do "eu sou", "eu posso", tenho as costas quentes e ninguém faz nada. As leis do País são costumeiramente desobedecidas, num verdadeiro acinte aos mais nobres e elementares
principios do direito da pessoas de viverem e terem dignidade, respeito dos seus semelhantes, do respeito ao ir-e-vir.
Livre arbítrio para nós humanos, e nem aos animais, não é nenhum luxo, mas um dos direitos inalienáveis em vigor desde os imemoriais tempos da existência do seres vivos.
Nisso há um porém. Também os seres humanos na maioria dos territórios foi escravizada de forma brutal. Tivemos a mais monstruosa atrocidade que foi a "Inquisição Religiosa" que fez desaparecer milhares de pessoas que tinham luminosas idéias, muitas delas que contrariavam o poder reinante. A dominação era dos Reis aliados ao clero sempre em busca do poder material e sua conseqüente riqueza. Em séculos recentes, menos de três, tivemos aqui a escravidão negra, que foi um vergonhoso episódio do nosso Brasil.
Vimos hoje, que o abrandamento em certos casos tem trazido o desconforto às competentes autoridades pela atitude tomada, da liberalização e descriminalização de certos tipos de delitos.
Mas, nossa breve análise é sobre o caso Berlusconi. Poderia ser com qualquer outra pessoa em qualquer lugar. Triste e lamentável.


domingo, 6 de dezembro de 2009

Apontamentos Interessantes!

Vou recolhendo aqui, acolá, algumas preciosidades que não podem ser jogadas fora, por descuido ou por inapetência à história.

Muitos citam a frase "Eles não passarão" como de La Passionaria, comunista espanhola! Consta que esta frase é do Marechal Pétain, pronunciada durante a primeira guerra mundial. Alertando que os invasores não entrariam na fronteira francesa. Consta do livro Remédio Amargo, Hailey, Arthur.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A MAÇONARIA E O PATRONO SÃO JOÃO DA ESCÓCIA

Em torno de São João da Escócia, tido no Brasil e também em alguns países como o Padroeiro ou Patrono da Maçonaria. Criou-se um mito!
Trata-se de um nome puramente simbólico. Terá realmente existido um São João da Escócia?
Talvez, mas são imprecisos os dados sobre a real existência desse personagem, real ou lendário.
Os dados definitivos são difíceis de serem obtidos no mundo profano, até porque na maioria dos ciclos da nossa evolução as histórias chegavam até nós através da palavra.
São raras as pesquisas e também na Wikipédia, no rol dos santos do Vaticano. Milhares de páginas...
Historicamente, encontraremos a origem desta lenda no título de uma loja maçônica fundada em Marselha, na França, no ano de 1751, por um viajante. Dados sobre isto permanecem obscuros.
Há um número de maçons para fundar uma Loja, mínimo, com certas exigências de graduação e a história nos diz que um só teria fundado aquela Loja!
Após a Revolução Francesa aquela Loja adota outro nome: Loja Mãe de Marselha, posteriormente alterou para Loja Mãe Escocesa da França.Conclui-se que a Loja São João da Escócia mudou de nome duas vezes. Isto demonstra talvez a falta de prestígio e também haver dúvidas sobre o São João da Escócia se seria ou não um Santo.

São João da Escócia poderia estar ligado a outro personagem, que realmente prestara serviços humanitários, ora conhecido como São João de Jerusalém ou como São João Esmoleiro.
Para termos uma noção mais acurada, ou ampla, sobre estes personagens, mas na verdade parecem fundir-se num só.

A confusão reside no fato de que certas Lojas tomaram o nome de São João, originando a crença que o personagem foi crível.

São João de Jerusalém era o título de uma Ordem de Cavalheiros Espanhóis, bem como São João da Palestina seria uma outra Ordem semelhante.

Credenciados tratados maçônicos afirma que as Lojas Maçônicas não são dedicadas a São João Batista, São João Evangelista, mas a São João o Esmoleiro, benfeitor, que fora o Grão Mestre dos Cavaleiros de São João de Jerusalém, no séc. VIII. Honrado e venerado pelos Cavaleiros Templários.Este São João teria nascido no ano de 550 e falecido no ano de 619 em Amamonte, no Chipre. Filho do Rei do mesmo País, que por ocasião das Cruzadas, seguindo uma vocação benemérita abandonou sua terra indo à Jerusalém socorrer feridos e enfermos que lutavam em favor da fé cristã.
Com recursos oriundos de berço auxiliava também os peregrinos que iam ao Santo Sepulcro prestar suas reverências!
Sua tarefa não fora simples, pois assumia toda sorte de riscos, enfrentava infiéis, pestes, e outros tantos perigos, ferido várias vezes até encontrar a morte em longínquas terras.
Seu desprendimento fora sublime, o seu amor aos semelhantes tão vinculado, que acabou sendo reconhecido pela Igreja e canonizado como São João!
São João de Jerusalém!

Os lendários construtores - pedreiros livres - que juntaram-se ao Templários em massa se deslocaram e se juntaram nas guerras das cruzadas, restaurando templos que haviam sido destruídos pelo inimigos infiéis.
Assim diz a lenda: escolheram São João o Esmoleiro como patrono da Ordem Maçônica.

Dependendo a região em que se situam as potências estrangeiras muitas são as variantes do uso de São João como patrono; São João Batista, São João Evangelista, este também santo padroeiro de todas as Rússias, São Marcos, São João Crisóstomo, São João de Edimburgo e evidentemente São João o Esmoleiro, São João de Jerusalém e São João da Escócia.

Considerando que a Maçonaria criou em torno do nome de São João uma série de datas e festividades, precisaríamos nos incursionar por veredas diversas e fazer digressões concretas a respeito do assunto. Realmente existem confusões sobre o assunto e faltam dados para análise.

Para os das Américas e especialmente a Latina a Maçonaria começou suas atividades com características cristãs, haja vista sempre a presença da Biblia no altar, lida antes do início dos labores.
Nas priscas eras a influência da Igreja/Estado eram muito salientes e isto foi trazido para os pensadores e administradores. Vejamos a construção do Templo de Salomão, tal como biblicamente citado, constróem-se hoje os templos maçônicos, conservando suas características, suas medidas e toda parte exotérica e esotérica. O Rei Salomão é um dos grandes ícones da Maçonaria.

Com o advento do cristianismo e as perseguições dos primeiros séculos desta era, com a inquisição saliente e radical, toda sorte de perseguições fez com que houvesse a autoproteção para sobre vivência das Ordens da Época, dos Templários, que originou a formação da Maçonaria, ou a transformação, Pedreiros-Livres para Maçons, o que quer dizer a mesma coisa.

Ressurge após sofrer todo tipo de perseguições, amparadas em graus de desenvolvimento, por classes, por senhas, por palavras de ordem e de passe, por inúmeros sinais, o que lhe dava segurança ao prosseguir com suas ações de solidariedade, de amparo e de desenvolvimento dos Países em que atua. Assim se fortaleceram e foram surgindo em todas as comunidades as confrarias de pedreiros-livres, que assimilavam os ensinamentos do Mestre Nazareno, que ensinava: "Vivei em comum, amai-vos uns aos outros".

Surge então o primeiro nome: São João Batista, o primeiro decapitado, por ter sido primo-irmão ,
que o precedera na anunciação da Vinda do Messias.

Em meados do século II o Colégio de Artífices de Roma abraçou o cristianismo e adotou sem vacilações, como patrono o nome de São João Batista. Este Colégio fora instituído por NUMA POMPÍLIO.
As lutas internas, a busca do poder - houve um período da Igreja que em cem anos foram mortos 36 Papas - e isto trouxe fortalecimento à confraria dos Pedreiros Livres ou Maçonaria, como aceitamos hoje. A Ordem saia-se sempre, mais fortalecida. Muitas denominações foram com fortes sinais de aproximação. Na Itália passaram a ser denominadas de Confraternidades Maçônicas, na França de Irmãos Maçons, na Inglaterra de Francomaçons, e Irmãos de São João.
Essas confrarias não eram compostas somente de arquitetos ou de construtores, os obreiros mais hábeis, os artesãos. Aqueles que encontravam uma especialização, por sua vez, reuniam-se e formavam sua confraria.
Os padres, com grandes vantagens sobre os demais, porque dispunham de conventos e igrejas aderiram com facilidade à essas organizações e no início dos três primeiros séculos inexistia qualquer constrangimento entre cristãos e artífices, quando se reuniam para exercer a arte de construir e edificar.
Os conventos foram abrigos seguros quando surgiam lutas e perseguições.
No Séc. X surge uma curiosidade:o Nome de São João como sinônimo de Pedreiro-Livre ou Maçom. Houve grande influência do cristianismo e do judaísmo na Maçonaria, pois a diversidade de ritos e rituais adotados e seu conteúdo tornam estes fatos indiscutíveis.

Na idade média as corporações de construtores tomou vulto jamais previsto e a maçonaria de sua posição puramente iniciática passou a ser operativa. Precisava construir um novo HOMEM!
Essa fase que proporcionou à Europa os mais belos monumentos de arte, a Maçonaria retornou a sua fase especulativa e passou a sentir necessidade de reconstruir o homem.
Abraçou todos os ramos da ciência e das artes e verificou que o elemento mais belo e precioso continuava sendo o próprio homem.
Mas, a Maçonaria não poderia abrir mão do simbolismo, construído com tanto sacrifício e firma-se nesta área. E é aí que vamos encontrar por grande coincidência o segundo nome de João. Janus, nome que os pagãos aceitavam como um ser supremo, o sol que sempre iluminava, pois proporcionava vida, fecundidade e calor. O sol era o supremo criador, o guarda do infinito, a luz.
Janus nada mais é do que João, que guardava as portas dos céus ou as portas do infinito.

Finalizando, acredito ser verdadeira a afirmativa de que o nome é São João Esmoler, filho do Rei de Chipre.

Nos rituais Maçônicos e os mais antigos em uso consta que somos de uma Loja de São João, Justa e Perfeita!

A Maçonaria consagra a São João o dia vinte e quatro de Junho, realizando confraternizações em lembrança a data, e também fazendo iniciações em seus mistérios, fundando Lojas, etc.

Bibliografia:
- Comentários sobre Moral e Dogma, CLAUSEN, Henry C. gr. 33, Supremo Conselho do Gr. 33º ;
- Dicionário de Maçonaria, FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de, Gr.30º
- Igreja Católica, A e a Maçonaria, CAMPOS, Porto, A. 1957;
- Simbologia Maçônica,MAGALHÃES, Augusto Franklin Ribeiro de, M.I. vol.II
- Introdução à Maçonaria, DA CAMINO, Rizzardo Vitório Abramo Guecello; 3º vol.
História - Filos - Doutrina;
- Jacques Demolay - Os Templários, DA CAMINO, Edit. Aurora-Rio;
- Papa Negro, O, MEZZABOTA, Ernesto - Edit. Espiritualista, Rio, 1973;
- Landmarques e Outros Problemas Maçônicos, ASLAN, Nicola, Aurora-Rio, 1972.



quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Profissionalização de Jovens

Comecei cedo minha vida de trabalho e de estudos. Com oito anos ajudava a mãe, o pai e outros dois na manutenção do seu negócio, que era um pequeno comércio varejista, de artigos de primeiras necessidades. Tudo isto valeu para o crescimento moral, profissional e de relacionamento na comunidade, o que me valeu ficar por toda vida aqui.
Mas hoje vejo que a grande necessidade é treinar os jovens, meninos e meninas numa profissão desde cedo. Fala-se agora em turnos integrais nas escolas. Acho excelente esta iniciativa. Devemos ajudar apoiando esta ideia pois assim estaremos ajudando a transformar este imenso País.
O treinamento profissionalizante em meio turno custará para ser implantado mas valerá a pena
pois os alunos sairão da escola com conhecimentos básicos par atuarem nos mais variados setores da economia. Precisamos incentivar e esclarecer que os setores que mais crescem são os da metalurgia, da produção agrícola e eis aí um bom exemplo dos técnicos agrícolas. Poucos deles vão trabalhar nas áreas que foram desenvolvidas em seu currículo escolar.
Uma formação com conhecimentos básicos transformará a vida dos cidadãos e das cidades em que vivem. Vão conseguir emprego mais cedo. E, é lógico que algumas legislações precisarão ser readaptadas ou re-estudadas para inserir esta leva no mercado de trabalho.
Vamos tentar fazer nossa parte.
Vemos seguidamente anúncios pedindo trabalhadores para áreas específicas e ao mesmo tempo vemos centenas de jovens sentados nos bancos das praças tomando "coca-cola".!!!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Osmar, o Engenheiro

Outro dia, de passagem pela vila, paramos para buscar
temperos na horta comunitária, que de comunitária só tem
o engenheiro Osmar, todos o chamam assim, por carinho, dada
sua engenhosidade.
Ele semeia, planta,limpa, colhe, armazena, distribuiu quando
preciso e dá a quem pede. Nunca diz não tem!
Sempre tem.
O povo da Vila Itaroquém é bem servido.
Surpresa na frente da sua residência: amarrado ao lado do portão
uma roda de ferro coberta de borracha maciça. Logo aduzi tra-
tar-se de roda de um veículo mil novecentos e dez, mais ou menos.
Logo pedi para ser guardada em um museu; logo será antiguidade -
um século!
Osmar, o engenheiro orgulhoso de possuir tão digno troféu disse
também que conseguiu até retrato do auto que o utilizava.
Este poderoso rodado, que certamente levou muita gente importan-
te a muitos lugares e talvez por isso era um troféu de imensurável
valor.
Com exagerada curiosidade pedi para ver a foto, para reproduzí-la e
então mostrar a todos.
Após longa busca, ofereceu-me, não sem antes explicar direitinho
para sua jovem amada do que se tratava, do interesse por tal artigo.
Passou-me às mãos uma brochura do "MOVA".
Movimento de Alfabetização de Adultos - e recomendou que a foto
do "auto" estava lá dentro. Não estava.
Dúvidas.
Retomou o livro, folheou-o folha por folha até que encontrou. Está
aqui. Está escrito auto!
Eram nove desenhos de automóvel antigo, com claros logo abaixo
para que fossem completados. Letra por letra - a u t o m ó v e l -
até aprender a "acuierá as letra".
O amigo João Luís não se continha de tanto riso.
Não deu a roda, nem o livro, porque tem ânsia de poder aprender
para ler a bíblia em suas entranhas e então ajudar mais, pois além
da horta quer também cuidar das coisas da alma e do espírito.
Continua amigo. Fomos embora com saudades e com os temperos
na mão.
O João Luís ainda não parou de rir...
E o engenheiro sem malícia, cândido, simples e inocente, quer apren-
der mais para usar com habilidade e simetria outros instrumentos
como a régua grande, nível, prumo, maço, cinzel e outros aparelhos.
Obras físicas já fez muitas.
Quer novos aperfeiçoamentos.
Salve o amigo Osmar!

-----------
"Mais vale passar silenciosamente e sem desassossegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantem a voz, nem
invejas que dão movimento demais aos olhos".

Fernando Pessoa.
----------

São Rafael - Itaroquém

Um rancho de taquara, barro, coberto de santa fé, nasceu um
rebento em meio às agruras da natureza, pois longe da cidade
era e tudo tinha de ser feito por lá.
O casal unido por um pacto de respeito e mútua confiança, que-
riam fazer sua parte.
Constituir família, formar patrimônio, trabalhar muito e tudo aumentar!
Conseguiram!
Cresceu, ficou bonita por dentro e por fora.
Ficou amiga de todos, estudou em colégio de freiras igual sua mãe.
Herdou boa formação e tem como virtude ajudar os outros.
Renunciou a muitas coisas boas da vida para os demais favorecer.
Muitas renúncias!
Jovem ainda pois, foi passear e divertir-se. Mil novecentos e setenta.
Baile do município.
Reconhecimento recíproco!
Muitos simbolismos, amor, ciúme, distância...
Casamento!
Dois filhos, uns amores de guris. Recebem ainda toda sorte de cari-
nhos e de aconselhamentos.
No útero já os magnetizava e transmitia sua herança atávica, de
bondade, de formação e não menos de responsabilidades.
Hábil para tolerar e astuta para reclamar e corrigir erros de per-
curso.
Sabe ser tudo na vida!
Te amo Solange Maria, beijos.

Políticos de Hoje

Pode-se reestilizar uma bandeira, mas não se
reestiliza um ideal de liberdade, de justiça, da
invasão da privacidade e da propriedade.
De ir e vir.
De ampla e irrestrita fraternidade tão escassa
no mundo internacionalizado que vivemos.
Não leram e menos ainda estudaram Ghandi, vi-
ram somente o retrato de Karl Marx, copiosamente
usando por Fidel e também pelo rioplatense que foi
lutar algures, na África. Decepção homérica!
Contrato Social de Rosseau deveria ser a cartilha
para muitos, Salário - Preço e Lucro de Marx a ser
profundamente estudado, assim como o Capital...
obra inconclusa!
Para as dúvidas e lá tem algo de proveito: O Principe,
de Maquiavel.
Érico Veríssimo em "Olhai os Lírios dos Campos".
Almeida Garrett em sua profunda biografia e épicos
poemas.
Libertadores Simon Bolívar, San Martin, grandes homens
da história latino-americana, que usaram suas espadas
para a liberdade, cujas lâminas jamais perderão o brilho
e o fio quando se falar da mais pura liberdade!
Sejamos a gaivota tão bem ensinada por Richard Bach em
Fernão Capelo, que vagarosamente vai aprendendo os
maiores lances para uma perfeita harmonia progressiva
em seus vôos alçados e assim juntos haveremos de crescer
moral e espiritualmente, reforçando elos da corrente fra-
terna numa verdadeira e profunda cadeia de união a circular
pelo nosso País, quiçá estendendo-se na orbe!
----------
"No tempo d ´agora ninguém quer ser governado, porque
todos aspiram e se crêem hábeis para governar".
Mariano da Fonseca.
----------


sábado, 29 de agosto de 2009

Preces

Deixemos o escritor ensinar suas preces e suas
Crenças, que viva, que conheça mais do mundo,
Tal como fez Pessoa, pois o dinheiro isso
Proporciona e também um fardão e banco de honra
Na Academia.
Certamente está contribuindo para que muitos
Encontrem sua própria LUZ!
As preces e meditações silentes nos levam a ouvirmos
Os sussurros do nosso eu interior; a balbúrdia
Nos leva à loucura.
Ouçamos os gritos da nossa alma que clama por
PAZ, primeiro em nossos lares, tranquilidade, alma
Que chora por fraternidade escassa;
Louvemos os bons espíritos para que espalhem
Suas onipresentes vibrações de amor, para que os
Humanos se liguem uns nos outros numa
Infindável corrente de prosperidade, de humildade,
De doação,
Trabalho, ensino e muitos bons exemplos.
Roguemos também aos bons espíritos para
Que nos mostrem sempre os melhores caminhos
A serem percorridos.
Que sejam estes caminhos livres daquelas
Encruzilhadas traiçoeiras, semelhantes
A ferrugem que vai roendo e deteriorando
Tudo à sua volta, sem dó nem piedade!
Nada de falsas modéstias e nem de falsas
Humildades!
Tenhamos, todos, um pouco de Mahatma Ghandi
E de Sidarta Gautama, o Buda!
Para não sermos tão pretensiosos nesta inglória,
Injusta e desigual caminhada.
Se não conseguirmos enxergar com os nossos
Olhos enxerguemos com a alma!
A sorte está lançada. "Álea jacta est"
-------------------
escrito em momentos de reclusão voluntária.
-------------------
"Da inteligência satisfeita a um coração agradecido".
(Dante Domingues Brandão)


Aflição

Perguntou à sua mãe: Sou vesga?
Num primeiro momento a impressão
Era de que sim!
Depois de alguns segundos veio o sobressalto
E respondí que aquilo era momentâneo,
Que era da idade, que era natural e
Comecei a pensar mais e disse que isso
Era da própria vida, em toda sua
Formosura.
Embora nunca mais possa te dar uma irmão,
Porque a natureza assim não o quis
Dou-te meu amor filial...
E também não podendo predizer teu futuro.
Porque ele a ti pertence, desejo
Porém, que em toda tua formosura sejas
Como os encantos encontrados nos campos
Do Itaroquém, com suas curvas, nuanças,
Com obstáculos como é natural que os tenham
Sejas, porém, como
"A lua que brilha, porque alta vive"!
Tu, na verdade, não tens nada minha filha
Porque te compreendo e partilho das tuas
Emoções e das apreensões sobre o teu futuro.
Desejo somente que não te percas nu mundo das
Falsas ilusões e sejas a meiguice,
O caminho para trilhar com sabedoria, com
Força e com beleza e muito amor os campos
Finos do Itaroquém!
"Tua Mãe".

Homenagem a Janice Saratt Ramburger.

"Quando se segue um mau caminho, quanto mais
depressa se caminha, maior é o extravio".
(Denis Diderot)




Animais

Apascentam-se, há séculos, nas finas pastagens
Das históricas e míticas missões,
Ovinos, bovinos, emas, veados campeiros,
Muares, cavalares e toda uma sorte de
Centenas de outras espécies em
Invejável harmonia, que só aos irracionais
Pertence!
Porque deles independe a vaidade humana,
Independe também a máquina de calcular,
Porque esta dispara números mortais como se
Flechas envenenadas o fossem;
Destroem velhos conceitos de amizade,
Rompem elos da corrente fraterna e
Somente subsistem nesta hercúlea batalha os
Despojados das vaidades humanas e os que
Cultuam as coisas mais ternas e mais simples,
Onde tudo o mais, que faz falta, já é
Fartura e opulência!
E assim o sol prossegue em sua jornada!

"Um pouco de rebelião de vez em quando é coisa
boa". (Thomas Jefferson).


Ausência do Guerreiro

Aquele que acolhia todos, com sol, com chuva e com lua,
em qualquer tempo
fez-se um nome e um homem!
Lapidou suas próprias pedras brutas,
Viu a luz e não ficou cego,
Enxergou através do tempo, despejou caudais de amor filial,
Soube amar e
Ser amado, foi acolhido e sempre acolheu
Lia e estudava para ensinar.
Alertava sempre que a paciência e a perseverança
Haveriam de triunfar!
Conhecia a política, desde a Grécia antiga, as raposas sofistas
Desta época como poucos humanos!
Chamava todos de companheiros,
Carinhosamente e, com afeição angelical, assim também o
Fazia com sua esposa.
Partiu como se uma coluna do templo da vida
Sofresse abalo.
Deixou obras por fazer e o incriado para sê-lo.
Amigo de rara beleza interior,
Relacionou-se com todas as hierarquias humanas
Colecionou ditados e ditames.
Foi um incansável amante das letras, sobretudo de
José Hernandez - velho irmão - em seus seculares
Versos estampados na figura simples, humana,
Filosófica e máscula do gaúcho Martin Fierro!

"Jamás puede hablar el hijo con autoridade del padre".
Martin Fierro.

Estas letras são dedicadas a José Meireles Saratt,
Membro Ad Eternum da Grande Fraternidade Branca.




quarta-feira, 19 de agosto de 2009

CINISMO

Triste, senão lamentável o que estamos vivenciando em nosso País!
Como não ficar estarrecido? Que exemplo aos filhos e netos; que exemplo aos alunos
das escolas públicas?
Aqueles que deveriam abrir a boca calam-se como se petrificadas estátuas o fossem.
Acusam a imprensa de causarem pânico. Que graça!!!
Diógenes - cínico - andava com uma lamparina nas praças gregas procurando homens honestos e dizia não os encontrar. Cinismo talvez.
Puro cinismo!
Aqueles de ontem que gritavam e se explodiam de iras onde estão hoje? Certamente estão acomodados e degustando um Romanné Contti em confortáveis instalações.
É assim mesmo. Desde que o mundo é conhecido como mundo, a história nos conta
as maiores mazelas e vamos aceitando pacificamente e sem questionamentos e no fim tudo isso vira Lei, vira costume, hábitos perniciosos.
Sempre temos de viver atemorizados...
A inversão dos valores morais e éticos que estão assolando nossa Pátria jamais serão apagadas das nossas memórias. O prejuízo para recuperarmos nossa autoestima, nossa brasilidade, certamente levará tempos imedidos. Pena!



quarta-feira, 17 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Mutação

Tudo vai passando
sem apreensões e dasassossegos
que tiram o sono!
cumpre a natureza humana parte do
atávico destino.
Cada ser trilha sua vereda, construída
com sua própria engenharia.

Régua de vinte e quatro polegadas, prumo,
nível, alavanca, maço e o cinzel são o norte
indicativo do mau ou do bom caminho.

Sentimos da presença vivificada, experiência,
humildade, numa perfeita e singela harmonia,
cujas vibrações nos levam algures!

O esperado choro do mestre, d´antes mau tempo
finalmente veio!

domingo, 3 de maio de 2009

Coronilha

Do Manual Técnico da Vegetação Brasileira, PLANTAS QUE CURAM, por Enio Emmanuel Sanguinetti.
Nomes populares: Coronilha, espinho de touro.
Nome científico: Scutia Buxifolia Reiss, familia das Rhamnáceas.
Descrição: Planta de excelentes virtudes medicinais, a coronilha é um dos mais importantes remédios com que conta a medicina caseira. Essa Rhamnácea, que é espécie nativa da América Meridional, com ocorrência principalmente em nosso Estado, Argentina e no Uruguai, tem ação eletiva sobre o sangue e o coração, podendo assim, curar ou aliviar alguns males: hipertensão arterial, taquicardia, debilidade do coração, arteriosclerose, etc.
Propriedades Medicinais:
Diuréticas, hipotensoras, cardiotônicas e depurativas.
Descrição e Princípios Ativos:
Árvore pequena ou arbusto de caule reto, de até seis metros de altura e cincoenta centimetros de diâmetro, geralmente menos, sempre frondoso densamente; casca avermelhada, fina, dividida em camadas relativamente espessas; ramos eretos, quadrangulares quando jovens, frequentemente opostos, armados de fortes espinhosde 2 a 4 centímetrosfolhas sub-opostas ou alternadas, elípticas, ou ovado-lanceoladas, agudas ou obtusas, penivernadas, inteiras ou raramente serreadas e com um dente no ápice.
Nas análises quimicas realizadas na Coronilha foram detectados alcalóides, taninos, saponinas. Das cascas do tronco foram isolados alcalóides ciclopeptídicos.
Partes utilizáveis: cascas do tronco e folhas.
A Coronilha pode ser usada na água do chimarrão.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tributo à Minha Mãe, 3a. Parte

operacional do seu negócio e nova vontade de empreender vieram para a sede do município, Santa Rosa, onde se estabeleceram e o Pai foi trabalhar como técnico na fábrica de óleos da Leusin e Engel, hoje Camera S.A. E, depois estabeleceu-se com comércio varejista.
Mudanças radicais de todo género novamente outras atividades. Idas e vindas...

Em 1961 em meio a grave crise que assolava o Brasil, com a "Legalidade" em marcha, embate político que queria a posse do vice-presidente da república, Goulart na Presidência, a economia desorganizou-se, com alta inflação e dificuldades de todo género, como o racionamento de alimentos. Com ajuda e pioneirismo dos filhos abriram o primeiro ferro-velho (comércio de sucatas) em Santa Rosa. Prosperidade foi experimentada onde sempre teve a liderança da Dona Zina, que cansou, segundo suas palavras aos oitenta anos e agora quer recuperar o sono perdido.

A liberdade experimentada aqui no Brasil e o excepcional clima, onde tudo se planta e tudo dá, os fez criar sólidos vínculos aqui. Vinte e três mil quilómetros de distância e o comunismo latente na União Soviética os trouxeram para cá!

Tributo à Minha Mãe, 2a. parte

e assim foram assim se defendendo da melhor forma, fazendo novas empreitadas, haja vista suas habilidades e disposição para o trabalho.
Os pais queriam que todos tivessem melhores condições de vida.
Logo apareceu um cidadão com habilidade de buscar operários para as fábricas na capital. Primeiro emprego foi numa fundição de panelas de ferro.
Enquanto os pais trabalhavam fora a minha mãe ficava no albergue.
Logo apareceu outra sugestão e as coisas foram melhorando para eles. Havia muitas trocas de produtos entre São Paulo e o Rio Grande do Sul, especialmente Caxias do Sul, que com o surto de desenvolvimento que se apresentava, com a colónia italiana produtiva, se vislumbraram novas oportunidades de negócios. Pesquisas a olho foram realizadas! O Vovô resolveu montar uma pequena fábrica de botinas para os trabalhadores. Desfez-se do negócio porque era difícil conseguir matéria prima para essa atividade. Devido as constantes crises políticas no Brasil e economia se desorganizava célere. Vendeu seus pertences e foi ao Rio de Janeiro, onde resolveu montar novamente uma fábrica de calçados. A propaganda era de que bom lugar seria em Belo Horizonte, Minas Gerais. Lá se foram...
Montaram uma banca no Mercado Público e vendiam vários produtos, principalmente alimentos.
Estranharam o sistema existente entre a sociedade e o povo mineiro e logo retornaram a São Paulo. Dez anos de idas e vindas se foram.

Em seguida souberam através dos buscadores de mão de obra que no Rio Grande do Sul estavam doando terras a troco de mão de obra para desmatar e abrir estradas. Vieram!
Um cidadão de nome Emilio Priebe foi buscá-los em Santo Ângelo, na estação do trem, levando-os até a Linha Doutor Pederneiras. Aquerenciaram-se logo e depois foram a Vila Pratos, limítrofe com a Argentina. Lá haviam numerosos grupos étnicos, russos, poloneses, alemães, até gente vinda da China!

Logo em seguida abriu um loja comercial, que comprava e vendia produtos de primeiras necessidades. Levava a São Paulo e de lá trazia tecidos e artigos não perecíveis para o abastecimento das famílias.
Houve movimentações familiares, casamento da mãe, filhos, mudanças, novas perspectivas!

Casada montaram uma Ferraria onde fabricavam carroções daqueles do tipo reforçado para transporte de madeiras. Sucesso!
Depois de radicais mudanças de profissão e de hábitos declínio

Tributo à Minha Mãe

Conta hoje com quase 87 anos. Veio para o Brasil com seus pais e uma tia. Seus pais Pavel Prossi e Ana Novassowski aqui aportaram vindos de navio, cuja chegada deu-se em 1926 no Porto de Santos, São Paulo, após ter feito escala em Dakar na África.
Aquela viagem durou pouco mais de três semanas.
Em Santos a família foi levada a uma Fazenda de Café, para trabalharem como empregados na colheita e preparação da produção. No princípio os ganhos davam somente para a alimentação e não raras vezes somente pão e água!
Um episódio marcante contado pela minha avó, foi o de que estava com vontade de comer algo mais forte, foi até a venda da propriedade e pediu alguns produtos, apontando com o dedo e sinalizou que não tinha "manetum" (moeda) para pagar e ofereceu um lindo chale trazido do frio como garantia e o vendedor recusou-se aceitar este tipo de garantia, cedeu os produtos e disse
ou sinalizou que poderia pagar depois. Emoção!

De repente apareceu um patrício e já mais experimentado recomendou-lhes que procurassem uma oportunidade para zarparem dali e irem para a Capital, em busca de novas oportunidades.
Na realidade aquela vida era de escravidão, pois o avô mostrou habilidades e só era usado!
Foram orientados para que, quando o trem parasse numa estação em meio a Fazenda eles poderiam evadir-se e irem para o lugar indicado.
Assim fizeram e foram dar no Alto da Moóca que tinha uma estalagem ou albergue,a qual chamavam de Casa da Imigração e assim as coisas ficaram melhores, com as novas perspectivas que se avizinhavam.

Foram aprendendo a defesa nomeio social com o aprendizado de um pouco da língua portuguesa

quinta-feira, 9 de abril de 2009

VENTANIA, Prosa de Galpão

O vidente muito cedo perdeu a vida
aconselhava a todos e recomendava paciência;
seriam abençoados.

Premiados também seriam para que pudessem
recuperar as causas perdidas,
certamente, ainda teriam direito a bênçãos superiores.

Um grande prêmio terá boa aplicação em uma fazenda
que precisa ser reestruturada.
O futuro novo rico logo empreendeu planos e empregaria,
em sua maioria, os inimigos de quem cometeu o desatino
de ter inventado o trabalho.
Os que mais reclamam que ninguém os ajuda também seriam
aquinhoados com novas  atividades!

Logo o número um, de nome Ventania, perguntou e eu o que 
vou fazer?
"Tu vais lavar os xergões e pelegos da fazenda uma vez por 
semana".
Saiu em disparada, ofendido, rumo ao galpão da peonada,
chorando em desespero; e o mais matreiro perguntou o que
houve Ventania?
"Tô apavorado pois que o pior serviço tocou pra mim".


THEMIS

Intendentes, como ela, não querem enxergar com possíveis
alegações de que não existem verbas.
Eles pobremente alugam sem ônus banheiros públicos,
sórdidos, mal-cheirosos como pequenos apartamentos,
sem dignidade nenhuma.
Restos de sanduíche são associados à cucarachas, que labutam
muito mais a noite do que de dia!

Pobres seres, humanos?

Promessas de saciabilidade geral...
A cada dia o exército sem estratégia nenhuma aumenta!
Como estancar tamanho rombo social?

Planejadores esquecem  que precisamos viver 
holisticamente do que experimentar confortáveis assentos
dos aeroplanos que os levam longe na vã e triste sina da
mendicância de verbas públicas, como se favores fossem 
do concedente.

Dignidade!


Farroupilhas

Buscam-se tradições adaptáveis à modernidade,
poucos novos adeptos para antigas tradições
galponeiras, onde queima estridente o pau-ferro,
que aquece o sangue da simplicidade, daqueles 
que ainda sabem encilhar e montar o cavalo,
melhor companheiro do homem do campo!

Daí vem a memória nas rodas do mate; dos 
embates  desde a guerra do Paraguai, onde só
ouviram falar; da Coluna Prestes, do tenentismo,
dos cangaceiros que pelo vil metal perseguiam  para
que os do capital não perdessem privilégios!

Como é bom e amável respirar o ar puro exalado
pela liberdade.

Queira o Grande Arquiteto dos Universos repartir
suas bondosas vibrações de amor e paz!





quarta-feira, 8 de abril de 2009

Atitude Humana Onde Estás?

Fogo, chuvas, falta de água, assoreamento, destruição,guerras.
A imprensa nos mostra todo momento as incoerências
dos humanos.
Tocam profundamente em nossas emoções.
Registram em nossas memórias coisas ruins
Más atitudes, embrutecimento dos seres humanos,
distanciamento entre as pessoas é uma constante.

Urge voltarmos nossos olhos a um passado recente
para resgatar um pouco do que perdemos!

Os rios poluídos; não existem mais as margens de 
proteção.

A pesca predatória se autoproteje na carapaça
de instituições que as guardam e sustentam. 
As matas são terrível e sistematicamente
devoradas para fazer "caixa" e aumentar 
a área plantada. Onde guardar tudo isso?

Voe, voe, experimente! Vá passear e veja o redor!
Vem, célere, o desequilíbrio montado no imaginário 
alazão.  Loucuras para o salve-se quem puder!
 O que fizemos para que não acontecesse?
Queremos um mundo melhor para nossos
filhos e netos?
Recomecemos agir antes que seja tarde demais!

O ser humano é o único animal que fala e que pensa!


Fatalidade

Lastimável que assim tenha acontecido.

De repente tu precisas ir. Já é costume.
Todos almejam boa sorte, boa viagem, vá com Deus,
te ligo depois, na chegada te conto tudo!

A pressa, inimiga primeira, nos prega peças 
inesperadas.

Imensurável tragédia num ato só!

A dor ficou para todo o sempre com os que não 
voaram.
Essa dor jamais será olvidada; a saudade dos que foram
numa viagem sem regresso!


Ansiedade

Não procures o que não foi perdido
escute os pássaros, eles querem cantar,
querem exibir-se.

Caminhe por lugares desconhecidos,
olhe as flores. Olhe como são belas
e o que fazes para conservá-las?
Queres ansiar-te propositadamente
e sem grandes motivações.

Procure ver nas mínimas coisas
a grandeza dos detalhes; busque enxergar
sinais da perfeição da natureza.

Veja o ancião que quer produzir ainda,
ele, devemos crer, ainda não completou
sua própria obra; quer novos progressos.

Será que os peixinhos que nadam no aquário
não gostariam de nadar num rio?
Somos, enfim, livres e de bons costumes
e não percebemos!

Tributo a Helena Meireles

Encanta qualquer ser
com simplicidade
dedos finos
dominam finas cordas de 
aço,
vibrações de ternura e
PAZ!
alegram viventes de todos
continentes;
Oh Helena!
Tu que não és a de Tróia,
porque noutra época vive!
Acordes tirados do arame refazem
o mundo pequeno que nos rodeia.
Rancores e rumores se misturam
na busca incessante da perfeição
humana,
e, quando silentes nos harmonizamos
contigo!
Diante de tanta beleza enxergamos
o Pantanal, a Chapada dos Guimarães,
Bonito, Aquidauana.
Diante de tanta beleza é possível nos abstrair
e harmonizarmo-nos com aonipresente
força sobre humana!
Diante de tanta majestade vimos quão
pequenos somos.
E assim sendo, podemos nos recolher
à insignificância do nosso próprio
SER!
Oh Helena,viva mais!

-------

Estas letras foram formatadas pouco tempo antes da magistral
Helena Meirelles partir para o Oriente Eterno.
Reconhecida após muito sacrifico, nos Estados Unidos, pelos estrangeiros
que a conheceram no Mato Grosso do Sul.  Despojada, pobre, sofrida, deixou um 
legado cultural da mais fina e pura delicadeza!
Sua vasta interpretação certamente entrará para o 
cabedal da cultura brasileira e regional.




Viagem, Sem Regresso!

Já pedí aos que me são caros
Támbém aos amigos fraternos
Que velório não quero!
Não quero terra por cima.

Receio que por imprecaução algum vivo
Queira cometer o desatino de ler a 
folha corrida, conhecido como "vitae".

E, também evitar discurso, acho que quem o faz
Somente enxerga virtudes!
Os defeitos ficam guardados no baú e aí
algum dia, não vai faltar, alguém encontrará 
o indizível.
Para que então ser exposto, já noutro lado?
Porisso, quero ser cremado e minha esposa 
TAMBÉM!

sábado, 28 de março de 2009

Luís de Camões

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve,  as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em  choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.









sábado, 10 de janeiro de 2009

POEMA DO NÃO EU

Diluí-me em tantos destinos
que me ausentei da minha presença
inúmeras perguntas toldaram meus olhos
e encheram a minha boca de palavras.

Fez-se em mim o desespero e a angústia,
a certeza e a consolação.

Sem que pense,
sem que indague,
sem que procure,
adivinho as derrotas e as vitórias não minhas
e que hoje me pertencem.

Sinto-me exaltado por motivos estranhos.
E acho-me identificado
com lugares e gentes que não conheço
e que agora são meus.
Deixei de ser uma coisa sozinha.
Desceram sobre mim as distâncias e o impossível,
e a luz branca das estrelas inundou-me de 
compreensão.

Sou o monstro de milhões de cabeças e pernas
se arrastando por águas e terras, 
se alimentando de insossego e esperança!
E ao longo a eternidade me acenando!
E mesmo que me desperdice e me extravie 
nunca estarei só e perdido,
em alguma parte 
muitos existirão vencendo a planície
e fazendo a dolorosa jornada, 
por mim...


Esta poesia foi excertada do livro de Eliezer Demenezes, que autografou o livro Poemas da Hora Amarga, para meu pai, em dezembro de 1944.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

DESPERTAR PARA UMA NOVA ERA

Vivemos em um mundo corturbado e imperfeito, lutando com todas as forças para superarmos crises de todo gênero. E para que tenhamos suficiente dose de perspicácia, para nos livrarmos de certos impasses e atingirmos uma maior e  retidão no nosso modo de viver, de agir, de ser, nos falta algo mais; uma filosofia por exemplo - Rubem Alves nos diz que "filosofar é fazer dançar as ideias" - que nos abra os horizontes.
Já estudei em colégios e faculdades, hoje de novo, com toda segurança posso afirmar que nós não conseguimos tudo aquilo que almejamos, principalmente no que tange a uma filosofia de vida. Os cursos são profissionalizantes e que nos dão as ferramentas para que possamos ir desbastando as múltiplas arestas da pedra bruta que somos nós. Por vezes  espinhosas que se nos apresentam no dia-a-dia e nos levam ao aperfeiçoamento. Sem uma profissão definida dificilmente nos manteremos em bases estáveis e desejadas, para nós e para nossa família.
Obviamente cada um procura o melhor, tanto material como moralmente, para ser um sujeito regrado, prudente e sábio em seu modo de vida e consequentemente viver uma vida mais feliz!
A tecnologia, exemplificando, avança em passos rápidos, tudo se moderniza, se transforma, novos hábitos transmitidos pelos meios de comunicação, massificação de informes e novidades surgem do dia para a noite e ficamos pasmados com isso, às vezes com medo de termos de enfrentar o futuro nosso e dos nossos familiares e amigos.
Por isso, acredito que devemos abraçar uma causa que nos dê satisfação, que nos traga ensinamentos,  principalmente os de milenar existência e que sejam convincentes.
Muito embora saibamos que nossas preocupações são tão insignificantes neste mundo caótico em
que vivemos, vamos ocupar o que nos sobra de tempo para o altruísmo, para nosso enriquecimento interior, buscar a tão sonhada paz profunda. Muitas vezes fala mais alto nosso egocentrismo, que não nos deixa a vontade. Mas, algumas armas  estão a nossa disposição, uma delas é vencer o medo de servir com amor e despreendimento e assim vamos nos libertar dos grilhões que nos sufocam e apertam nossos corações!

Trabalho interno Legendas By TJ