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Mostrando postagens de Abril, 2009

VENTANIA, Prosa de Galpão

O vidente muito cedo perdeu a vidaaconselhava a todos e recomendava paciência; seriam abençoados.
Premiados também seriam para que pudessem recuperar as causas perdidas, certamente, ainda teriam direito a bênçãos superiores.
Um grande prêmio terá boa aplicação em uma fazenda que precisa ser reestruturada. O futuro novo rico logo empreendeu planos e empregaria, em sua maioria, os inimigos de quem cometeu o desatino de ter inventado o trabalho. Os que mais reclamam que ninguém os ajuda também seriam aquinhoados com novas  atividades!
Logo o número um, de nome Ventania, perguntou e eu o que  vou fazer? "Tu vais lavar os xergões e pelegos da fazenda uma vez por  semana". Saiu em disparada, ofendido, rumo ao galpão da peonada, chorando em desespero; e o mais matreiro perguntou o que houve Ventania? "Tô apavorado pois que o pior serviço tocou pra mim".

THEMIS

Intendentes, como ela, não querem enxergar com possíveisalegações de que não existem verbas. Eles pobremente alugam sem ônus banheiros públicos, sórdidos, mal-cheirosos como pequenos apartamentos, sem dignidade nenhuma. Restos de sanduíche são associados à cucarachas, que labutam muito mais a noite do que de dia!
Pobres seres, humanos?
Promessas de saciabilidade geral... A cada dia o exército sem estratégia nenhuma aumenta! Como estancar tamanho rombo social?
Planejadores esquecem  que precisamos viver  holisticamente do que experimentar confortáveis assentos dos aeroplanos que os levam longe na vã e triste sina da mendicância de verbas públicas, como se favores fossem  do concedente.
Dignidade!

Farroupilhas

Buscam-se tradições adaptáveis à modernidade,poucos novos adeptos para antigas tradições galponeiras, onde queima estridente o pau-ferro, que aquece o sangue da simplicidade, daqueles  que ainda sabem encilhar e montar o cavalo, melhor companheiro do homem do campo!
Daí vem a memória nas rodas do mate; dos  embates  desde a guerra do Paraguai, onde só ouviram falar; da Coluna Prestes, do tenentismo, dos cangaceiros que pelo vil metal perseguiam  para que os do capital não perdessem privilégios!
Como é bom e amável respirar o ar puro exalado pela liberdade.
Queira o Grande Arquiteto dos Universos repartir suas bondosas vibrações de amor e paz!




Atitude Humana Onde Estás?

Fogo, chuvas, falta de água, assoreamento, destruição,guerras.A imprensa nos mostra todo momento as incoerências dos humanos. Tocam profundamente em nossas emoções. Registram em nossas memórias coisas ruins.  Más atitudes, embrutecimento dos seres humanos, distanciamento entre as pessoas é uma constante.
Urge voltarmos nossos olhos a um passado recente para resgatar um pouco do que perdemos!
Os rios poluídos; não existem mais as margens de  proteção.
A pesca predatória se autoproteje na carapaça de instituições que as guardam e sustentam.  As matas são terrível e sistematicamente devoradas para fazer "caixa" e aumentar  a área plantada. Onde guardar tudo isso?
Voe, voe, experimente! Vá passear e veja o redor! Vem, célere, o desequilíbrio montado no imaginário  alazão.  Loucuras para o salve-se quem puder!  O que fizemos para que não acontecesse? Queremos um mundo melhor para nossos filhos e netos? Recomecemos agir antes que seja tarde demais!
O ser humano é o único animal que fala e que pensa!

Fatalidade

Lastimável que assim tenha acontecido.
De repente tu precisas ir. Já é costume. Todos almejam boa sorte, boa viagem, vá com Deus, te ligo depois, na chegada te conto tudo!
A pressa, inimiga primeira, nos prega peças  inesperadas.
Imensurável tragédia num ato só!
A dor ficou para todo o sempre com os que não  voaram. Essa dor jamais será olvidada; a saudade dos que foram numa viagem sem regresso!

Ansiedade

Não procures o que não foi perdidoescute os pássaros, eles querem cantar, querem exibir-se.
Caminhe por lugares desconhecidos, olhe as flores. Olhe como são belas e o que fazes para conservá-las? Queres ansiar-te propositadamente e sem grandes motivações.
Procure ver nas mínimas coisas a grandeza dos detalhes; busque enxergar sinais da perfeição da natureza.
Veja o ancião que quer produzir ainda, ele, devemos crer, ainda não completou sua própria obra; quer novos progressos.
Será que os peixinhos que nadam no aquário não gostariam de nadar num rio? Somos, enfim, livres e de bons costumes e não percebemos!

Tributo a Helena Meireles

Encanta qualquer sercom simplicidade dedos finos dominam finas cordas de  aço, vibrações de ternura e PAZ! alegram viventes de todos continentes; Oh Helena! Tu que não és a de Tróia, porque noutra época vive! Acordes tirados do arame refazem o mundo pequeno que nos rodeia. Rancores e rumores se misturam na busca incessante da perfeição humana, e, quando silentes nos harmonizamos contigo! Diante de tanta beleza enxergamos o Pantanal, a Chapada dos Guimarães, Bonito, Aquidauana. Diante de tanta beleza é possível nos abstrair e harmonizarmo-nos com aonipresente força sobre humana! Diante de tanta majestade vimos quão pequenos somos. E assim sendo, podemos nos recolher à insignificância do nosso próprio SER! Oh Helena,viva mais!
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Estas letras foram formatadas pouco tempo antes da magistral Helena Meirelles partir para o Oriente Eterno. Reconhecida após muito sacrifico, nos Estados Unidos, pelos estrangeiros que a conheceram no Mato Grosso do Sul.  Despojada, pobre, sofrida, deixou um  legado cultural da mais fina e …

Viagem, Sem Regresso!

Já pedí aos que me são carosTámbém aos amigos fraternos Que velório não quero! Não quero terra por cima.
Receio que por imprecaução algum vivo Queira cometer o desatino de ler a  folha corrida, conhecido como "vitae".
E, também evitar discurso, acho que quem o faz Somente enxerga virtudes! Os defeitos ficam guardados no baú e aí algum dia, não vai faltar, alguém encontrará  o indizível. Para que então ser exposto, já noutro lado? Porisso, quero ser cremado e minha esposa  TAMBÉM!