domingo, 3 de maio de 2009

Coronilha

Do Manual Técnico da Vegetação Brasileira, PLANTAS QUE CURAM, por Enio Emmanuel Sanguinetti.
Nomes populares: Coronilha, espinho de touro.
Nome científico: Scutia Buxifolia Reiss, familia das Rhamnáceas.
Descrição: Planta de excelentes virtudes medicinais, a coronilha é um dos mais importantes remédios com que conta a medicina caseira. Essa Rhamnácea, que é espécie nativa da América Meridional, com ocorrência principalmente em nosso Estado, Argentina e no Uruguai, tem ação eletiva sobre o sangue e o coração, podendo assim, curar ou aliviar alguns males: hipertensão arterial, taquicardia, debilidade do coração, arteriosclerose, etc.
Propriedades Medicinais:
Diuréticas, hipotensoras, cardiotônicas e depurativas.
Descrição e Princípios Ativos:
Árvore pequena ou arbusto de caule reto, de até seis metros de altura e cincoenta centimetros de diâmetro, geralmente menos, sempre frondoso densamente; casca avermelhada, fina, dividida em camadas relativamente espessas; ramos eretos, quadrangulares quando jovens, frequentemente opostos, armados de fortes espinhosde 2 a 4 centímetrosfolhas sub-opostas ou alternadas, elípticas, ou ovado-lanceoladas, agudas ou obtusas, penivernadas, inteiras ou raramente serreadas e com um dente no ápice.
Nas análises quimicas realizadas na Coronilha foram detectados alcalóides, taninos, saponinas. Das cascas do tronco foram isolados alcalóides ciclopeptídicos.
Partes utilizáveis: cascas do tronco e folhas.
A Coronilha pode ser usada na água do chimarrão.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tributo à Minha Mãe, 3a. Parte

operacional do seu negócio e nova vontade de empreender vieram para a sede do município, Santa Rosa, onde se estabeleceram e o Pai foi trabalhar como técnico na fábrica de óleos da Leusin e Engel, hoje Camera S.A. E, depois estabeleceu-se com comércio varejista.
Mudanças radicais de todo género novamente outras atividades. Idas e vindas...

Em 1961 em meio a grave crise que assolava o Brasil, com a "Legalidade" em marcha, embate político que queria a posse do vice-presidente da república, Goulart na Presidência, a economia desorganizou-se, com alta inflação e dificuldades de todo género, como o racionamento de alimentos. Com ajuda e pioneirismo dos filhos abriram o primeiro ferro-velho (comércio de sucatas) em Santa Rosa. Prosperidade foi experimentada onde sempre teve a liderança da Dona Zina, que cansou, segundo suas palavras aos oitenta anos e agora quer recuperar o sono perdido.

A liberdade experimentada aqui no Brasil e o excepcional clima, onde tudo se planta e tudo dá, os fez criar sólidos vínculos aqui. Vinte e três mil quilómetros de distância e o comunismo latente na União Soviética os trouxeram para cá!

Tributo à Minha Mãe, 2a. parte

e assim foram assim se defendendo da melhor forma, fazendo novas empreitadas, haja vista suas habilidades e disposição para o trabalho.
Os pais queriam que todos tivessem melhores condições de vida.
Logo apareceu um cidadão com habilidade de buscar operários para as fábricas na capital. Primeiro emprego foi numa fundição de panelas de ferro.
Enquanto os pais trabalhavam fora a minha mãe ficava no albergue.
Logo apareceu outra sugestão e as coisas foram melhorando para eles. Havia muitas trocas de produtos entre São Paulo e o Rio Grande do Sul, especialmente Caxias do Sul, que com o surto de desenvolvimento que se apresentava, com a colónia italiana produtiva, se vislumbraram novas oportunidades de negócios. Pesquisas a olho foram realizadas! O Vovô resolveu montar uma pequena fábrica de botinas para os trabalhadores. Desfez-se do negócio porque era difícil conseguir matéria prima para essa atividade. Devido as constantes crises políticas no Brasil e economia se desorganizava célere. Vendeu seus pertences e foi ao Rio de Janeiro, onde resolveu montar novamente uma fábrica de calçados. A propaganda era de que bom lugar seria em Belo Horizonte, Minas Gerais. Lá se foram...
Montaram uma banca no Mercado Público e vendiam vários produtos, principalmente alimentos.
Estranharam o sistema existente entre a sociedade e o povo mineiro e logo retornaram a São Paulo. Dez anos de idas e vindas se foram.

Em seguida souberam através dos buscadores de mão de obra que no Rio Grande do Sul estavam doando terras a troco de mão de obra para desmatar e abrir estradas. Vieram!
Um cidadão de nome Emilio Priebe foi buscá-los em Santo Ângelo, na estação do trem, levando-os até a Linha Doutor Pederneiras. Aquerenciaram-se logo e depois foram a Vila Pratos, limítrofe com a Argentina. Lá haviam numerosos grupos étnicos, russos, poloneses, alemães, até gente vinda da China!

Logo em seguida abriu um loja comercial, que comprava e vendia produtos de primeiras necessidades. Levava a São Paulo e de lá trazia tecidos e artigos não perecíveis para o abastecimento das famílias.
Houve movimentações familiares, casamento da mãe, filhos, mudanças, novas perspectivas!

Casada montaram uma Ferraria onde fabricavam carroções daqueles do tipo reforçado para transporte de madeiras. Sucesso!
Depois de radicais mudanças de profissão e de hábitos declínio

Tributo à Minha Mãe

Conta hoje com quase 87 anos. Veio para o Brasil com seus pais e uma tia. Seus pais Pavel Prossi e Ana Novassowski aqui aportaram vindos de navio, cuja chegada deu-se em 1926 no Porto de Santos, São Paulo, após ter feito escala em Dakar na África.
Aquela viagem durou pouco mais de três semanas.
Em Santos a família foi levada a uma Fazenda de Café, para trabalharem como empregados na colheita e preparação da produção. No princípio os ganhos davam somente para a alimentação e não raras vezes somente pão e água!
Um episódio marcante contado pela minha avó, foi o de que estava com vontade de comer algo mais forte, foi até a venda da propriedade e pediu alguns produtos, apontando com o dedo e sinalizou que não tinha "manetum" (moeda) para pagar e ofereceu um lindo chale trazido do frio como garantia e o vendedor recusou-se aceitar este tipo de garantia, cedeu os produtos e disse
ou sinalizou que poderia pagar depois. Emoção!

De repente apareceu um patrício e já mais experimentado recomendou-lhes que procurassem uma oportunidade para zarparem dali e irem para a Capital, em busca de novas oportunidades.
Na realidade aquela vida era de escravidão, pois o avô mostrou habilidades e só era usado!
Foram orientados para que, quando o trem parasse numa estação em meio a Fazenda eles poderiam evadir-se e irem para o lugar indicado.
Assim fizeram e foram dar no Alto da Moóca que tinha uma estalagem ou albergue,a qual chamavam de Casa da Imigração e assim as coisas ficaram melhores, com as novas perspectivas que se avizinhavam.

Foram aprendendo a defesa nomeio social com o aprendizado de um pouco da língua portuguesa

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