Ausência do Guerreiro

Aquele que acolhia todos, com sol, com chuva e com lua,
em qualquer tempo
fez-se um nome e um homem!
Lapidou suas próprias pedras brutas,
Viu a luz e não ficou cego,
Enxergou através do tempo, despejou caudais de amor filial,
Soube amar e
Ser amado, foi acolhido e sempre acolheu
Lia e estudava para ensinar.
Alertava sempre que a paciência e a perseverança
Haveriam de triunfar!
Conhecia a política, desde a Grécia antiga, as raposas sofistas
Desta época como poucos humanos!
Chamava todos de companheiros,
Carinhosamente e, com afeição angelical, assim também o
Fazia com sua esposa.
Partiu como se uma coluna do templo da vida
Sofresse abalo.
Deixou obras por fazer e o incriado para sê-lo.
Amigo de rara beleza interior,
Relacionou-se com todas as hierarquias humanas
Colecionou ditados e ditames.
Foi um incansável amante das letras, sobretudo de
José Hernandez - velho irmão - em seus seculares
Versos estampados na figura simples, humana,
Filosófica e máscula do gaúcho Martin Fierro!

"Jamás puede hablar el hijo con autoridade del padre".
Martin Fierro.

Estas letras são dedicadas a José Meireles Saratt,
Membro Ad Eternum da Grande Fraternidade Branca.




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