ESTUDOS JURÍDICOS E FILOSÓFICOS - PLATÃO


A REPÚBLICA
PLATÃO
Anatolio Pereverzieff,
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A República, obra do filósofo Platão (427-347 a.C. a mais importante, sendo de grande atualidade.) Parece que Platão ainda vive no meio de nós, analisando os sistemas de governo, seus instrumentos e mecanismos de poder, além de abordar temas antigos e ao mesmo tempo novos, tais como o sistema de vida do povo, com suas mazelas, ricos e pobres, descaso pela cultura e educação, verdade e mentiras, justiça e injustiça, abandono das classes menos favorecidas. A obra se apresenta com forma de diálogos, onde Platão faz críticas contundentes aos governos, mas sempre apresenta soluções para uma estratégia política perfeita. Muitas teses defendidas soam como utópicas, como por exemplo, a de que um Estado ideal que deveria ser governado por homens justos, sábios e instruídos. Pregava que o homem ideal para colocar em prática este tipo de governo era o filósofo. Ele mesmo fez estas experiências e fracassou no intento. Foi conselheiro do tirano Dionísio, em Sir acusa, na Itália, que fazia parte da Grécia. Platão passa analisar todos os tipos de governos existentes na época e analisa a aristocracia, a oligarquia, a democracia e a ditadura que ele chama de tirania. Seu pensamento do ideal de Estado perfeito seguia um caminho: a produção, a defesa, a administração da coisa pública. O sistema produtivo abrange a agricultura, indústria e comércio. Por fim o governo que administra os bens do Estado e viabiliza a comercialização mediante leis justas. Para que a sociedade produza e cresça em harmonia e paz, é necessário constituir e manter um grupo de defensores do Estado e do povo, o exército, que deverá manter a paz contra as ameaças dos inimigos internos e externos. Para estabelecer esse Estado ideal, virtudes do povo e qualidades morais é preciso o esclarecimento, a organização, consolidar toda essa fundamentação. Platão não se cansa de analisar e pregar essas qualidades, físicas, morais e intelectuais do cidadão, do guerreiro e do chefe de Estado. Condenava abertamente todo tipo de degradação do povo. Nascido na Grécia, em Atenas, nobre e de família rica, aos vinte anos de idade passa a freqüentar o círculo de discípulos de Sócrates, com o qual conviveu até sua morte, no ano 399. Viajou muito, vai ao Egito, a Itália, onde morou e foi nomeado conselheiro do tirano de Siracusa. Depois de muitas mazelas volta para sua terra e funda uma Academia, a qual se dedica até sua morte. A obra merece ser lida por todos, pois também, em seu conteúdo analisa o mito das cavernas. Certamente veremos depois de sua leitura que nosso mundo não mudou muito. No entanto, a empreitada será de extraordinário valor moral e intelectual a quem dela usufruir, principalmente estudantes do direito, pesquisadores, intelectuais, pensadores, filósofos!

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