Experimentação Siberiana


Ele conheceu seu Czar, seus superiores, viajou mundo afora,

Discordou como sói acontecer com todo ser humano.
Trouxe com isso descontentamento.
Daí o levaram conhecer as estepes geladas, onde com muitos
colegas e amigos conheceram mais da vida e como bom
marinheiro aprendeu guiar-se pelos astros, a suportar com brio
todas as agruras e dificuldades inerentes àquelas condições
humanas.
Amigos também se fizeram pois, todos juntos estavam no
mesmo barco, melhor dizendo no mesmo "albergue".
Planos foram traçados, o amigo que da mesma cidade viera,
porém, logo lhes franqueou certas condições e de barco
foram pescar no lago gélido, em busca de peixes para a
trivial saciedade e não mais voltaram.
Certamente pensavam que em sua própria casa, embora de
extrema carência seria bem melhor.
Muito tempo em fuga, finalmente em casa, pouca terra,
anonimato, promessas de paraíso, promessas de nirvana,
promessas de embornal cheio, tão cheio que logo poderiam
voltar...
Era a América, a sul-américa...
Era o Rio Grande, Tucunduva.
Aqui, de tanto ver fartura, com a bondade povoeira tudo
logo se fraternizou e não mais  pensaram em voltar ao frio.
Estradas abertas com ajuda de todos foram feitas para o
trânsito das nossas riquezas. Ganhou a terra por escambo.
Criou abelhas, mostrou artes bélicas, e também as artes
nobres nos metais. Obras de arte fez. Fez tantas que para
os industriais foi mostrar o que sabia fazer, seus teares
foram consertados e com isso merecida aposentadoria e
todos puderam novamente vestir boas camisas.
Premiado foi pelo Governador Flores da Cunha, que
comenda lhe concedeu por honras e méritos,
quando nosso Estado um século completou de revolução
farroupilha.
De herança ficamos com seu atavismo.
Escrito em homenagem ao Avô Timofei Pereverziev!



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