sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

SEGUNDO LIVRO

Já, felizmente, recebi inúmeros pedidos e sugestões, de amigos leitores, da minha grande companheira e esposa Solange pelo que tenho escrito e relatado assuntos,  romanceado algumas
histórias regionais e de fatos críveis, estou começando a ficar incomodado com essa idéia e de repente vou prá rua com esse projeto.. 
Fato sui generis foi o do Prof. Del Olmo, causídico e professor com doutorado em direito internacional: cliente da gráfica, casualmente,  deu uma lida no "rascunho da bíblia" puxou o bloco de cheques e
deixou pago 15 exemplares, sem que soubesse do evento. Cada lugar em que palestrou, deixou
uma semente, em cada lugar o mestre por tradição deve deixar uma obra para o acervo da
biblioteca da entidade promotora. Manaus, Bolívia, Rio, Brasília, etc. tem uma marquinha do
Reflexos....que lindo isso!
Mas no entanto, enquanto isso não ocorre, humildemente vos peço para lerem o que escrevo
e eventualmente tecerem comentários, críticas, quem escreve precisa disso...vocês sabem!
Se quiserem dar uma carimbada podem me seguir, se não se sentirem desprestigiados, fato este
que se concretizado me deixará com mais amigos no embornal das boas lembranças...


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Poema da Hora Amarga - 1

É
preciso ter coragem, homem aflito!
É preciso vencer a desesperação, homem aviltado!
Cresce!
sê ainda maior do que és, homem corroído de angústia!
Para que não sossobres.
Para que te salves.
É preciso até
que ames as feridas dessa tua luta,
homem que desejas a paz!
E embora tua boca se amargue de lágrimas
mantém teu sorriso de exaltação
mesmo que elas tenham o sabor do teu sangue!
Há uma inominável transcedência na tua tragédia,
homem que agora tens os pés mutilados,
e as mãos cegas,
e os olhos em alvo,
e o pensamento aturdido de horror!
Cresce!
porque é preciso que tu continues!
Esta é a tua Hora Amarga.
Mas que importa
si a força da tua sobrevivência
te fará renascer cada dia e cada noite
e nenhum relógio deixará de marcar
o milagre da tua redenção!!!

Poemas da Hora Amarga

Dando uma bispada no acervo de relíquias encontrei o livro citado no título de Eliezér Dêmenezes, que adiante publicarei algumas preciosidades, mas este livro foi prefaciado por um Itaquiense que ficou famoso e deixou um enorme cabedal (1903/1966) Manoelito de Ornellas: "Como se Fosse um Prefácio"...
Foi um pintor que falando de poesia, definiu-a como a linguagem dos iguais dispersos no tempo.
Não sei de melhor referência para este livro.
Aqui não é apenas o coração que vibra, nem uma sensibilidade que fala. Esta poesia, tem o ritmo
de muitos corações e murmura por muitas bocas. O poeta se transfunde na humanidade e a humani-
dade se individualiza no seu grito. Ele traz a linguagem dos iguais dispersos no Tempo...
Vem do fundo da madrugada, com os olhos velados de bruma e com as mãos molhadas de sereno luminoso. Vem para a claridade com a mensagem dos homens novos.
seu deslumbramento não o extravia, porém, na paisagem colorida que se rasga  à sua visão pura e profunda.
Na paisagem, o que lhe interessa, é o homem sofrendo, é a tragédia das angústias humanas, é o drama das longas expectativas.
Sua poesia não é intermediária. É direta. Não é um que fala em nome de todos. São todos que falam
por um.
Nesta poesía, filha do momento, está o sinal indelével da época - toda a tortura das almas simples que
procuram um recanto de paz no torvelinho da luta e dentro da lama feita de sangue.
Mas, no fundo de sua beleza - entre os brados de revolta da humanidade pisoteada e ferida - está  um
clarão magnífico de esperança, dessa esperança grande e generosa de um dia novo, de céu azul, sem a
sombra dos pássaros metálicos da morte e sem os estandartes mensageiros da escravidão e da ruína.
É o canto amargo dos que sofrem mas é também o canto animador dos que esperam.
Uma mensagem de compreensão e ternura. Poesia. Manoelito de Ornellas.. 1944...

Clement amigo:

Sí êsse meu livro tivesse a sorte de cair sempre em mãos de pessoas como você, ele poderia ter
pelo menos o orgulho de ser como a boa semente que encontrou uma terra generosa
para o seu humilde e belo propósito de frutificação. Abraça-o Eliezér Dêmenezes.

P.Alegre, dez. VII, 44.



domingo, 7 de dezembro de 2014

Porque as Pessoas Fogem das Cidades nos fins de Semana?

Cansam de ver a mesma coisa, de ver as mesmas árvores, de ver as mesmas pessoas predando, jogando lixo nas moitas, nos jardins. Ao passear pelas avenidas notadamente a Expedicionário Weber, parece que todos vão para lá,poucos vão ao Parque Municipal de Exposições Karlson.
As pessoas encarregadas pela manutenção não se preocupam com essas questões porque são passantes; cargos públicos sem sinuelos, sem determinação superior fica tudo como dantes no quartel de Abrantes. Poderiam ser plantadas árvores diferentes em cada ponto das ruas e das avenidas, estudar quais as que menos problemas causariam, porque não fazer isso? Lembro que há muitos anos o Rotary plantou alguns Pau-Brasil na Expedicionário Weber, num domingo de manhã; plantamos árvores com ajuda dos moradores na Praça da Planalto, algumas dão sombra hoje mas a maioria foi predada.
No Parque de Exposições, tirando a reserva natural, as árvores estão sendo podadas de forma esdrúxula, sem nenhuma técnica. Não seria o caso de replantar? Retirar plantas contaminadas....
Plátanos, Salso-Chorão, Acácias não as temos mas são adaptáveis e o visual logo seria deslumbrante, acolhedor. Vejam como são lindos os Pau-Brasil na Av.Tuparendi e de vez em quando algum deles é cortado...uma pena isso...
Então as pessoas vão para beira dos rios, sair da cidade, e todas elas se encontram nos mesmos lugares, enchendo os ambientes com os mesmos rostos, os mesmos costumes, elas fogem por isso, querem novidades mas não a encontram. Mas inegável é que boa parcela leva seus filhos às praças para brincarem, andarem de bicicleta, aprenderem novos convívios sociais...Reflitamos caros leitores...observemos, é necessário!

Cidade aprova lei contra doutrinação política na escola

Cidade aprova lei contra doutrinação política na escola